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Participações em Meia Noite - Meio Dia, do violonista Chico Pinheiro, 2002:
Desde o Primeiro Dia (Chico Pinheiro / Guile Wisnik) Popó (Chico Pinheiro / Aldir Blanc) De Frente (Chico Pinheiro / Guile Wisnik) |
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Participações em Pietà, de Milton Nascimento, 2002:
Tristesse (Milton Nascimento / Telo Borges / Márcio Borges Voa Bicho (Telo Borges / Márcio Borges) Vozes do Vento (Kiko Continentino / Milton Nascimento) |
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Maria Rita – lançado em 09/09/2003:
Disco 1
1. A Festa (Milton Nascimento)
Disco 2
14. Vero (Natan Marques / Murilo Antunes) 15. Estrela, Estrela (Vitor Ramil) |
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Livro de visitas |
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AGORA SÓ FALTA VOCÊ (Rita Lee / Luiz Sérgio)
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o que?
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta você ..
Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dirigir
Foi escolher o mal me quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
E ele não pode se entregar
E agora vai ter de pagar
Com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas veja só
A gente sabe
Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não
Ele não é nada
Olha essa cara amarrada
É só um jeito de viver na pior
Ele não é nada
Olha essa cara amarrada
É só um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi, pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi, pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra eu que pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu
Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu
Ficou só você e eu
Quando você me viu.
DE FRENTE (Chico Pinheiro / Guile Wisnik)
(participação no álbum Meia-Noite Meio-Dia, de Chico Pinheiro)
Se quiser tentar
Descobrir quem eu sou
Passe lentamente sua lente
Pela luz dos meus olhos
Que é de frente
Que você vai me entender
Mas se for tentar
Resistir à tentação
Desviar do meu raio de visão
Feche os olhos
E no sonho vou estar
E se ao fim tentar
Confirmar a impressão
Não é fácil dizer
O que está pra nascer
E o que está pra morrer
Ao se entregar
A um olhar
De mulher
DESDE O PRIMEIRO DIA (Chico Pinheiro / Guile Wisnik)
(participação no álbum Meia-Noite Meio-Dia, de Chico Pinheiro)
Desde o primeiro dia em que te vi
Eu te segui com o olhar
Fui atrás dos seus passos
Do seu rastro no ar
Vasculhar seu amor
No que eu pudesse achar
Nas cartas pelo chão
Retratos no mural
Pedaços de canções pra mim
Desde o primeiro dia em que te vi
Eu conheci o amor
Mais real, mais bonito
Que eu podia inventar
Como um cais pra nós dois
Sabia até cantar
As frases que depois
Você iria usar
Os beijos que eu não posso mais
Viver sem encontrar
Sem te contar
Do tempo que eu levei
Pra te achar
Hoje acordei com frio
Hoje, meu amor
O quarto está vazio
Desde o primeiro dia em que te vi
Eu te perdi sem saber
Te esqueci escondido
Congelado em mim
Flor no vaso a morrer
Mas eu não vou chorar
Eu busco o eterno sim
Até onde não há
No ar o nosso amor em vão
Que eu amo até o fim
Até virar a nota da canção
Ilusão
DOS GARDENIAS (Isolina Carrillo)
Dos gardenias para ti,
con ellas quiero decir
te quiero,
te adoro,
mi vida.
Ponles toda tu atención
porque son tu corazón
y el mío.
Dos gardenias para ti
que tendrán todo el calor
de un beso.
De estos besos que te di
y que jamás encontrarás
en el calor de otro querer.
A tu lado vivirán
y te hablarán
como cuando estás conmigo.
Y hasta creerás que te dirán
te quiero.
Pero si un atardecer
las gardenias de mi amor
se mueren
es porque han adivinado
que tu amor se ha terminado
porque existe otro querer.
ESTRELA, ESTRELA (Vitor Ramil)
Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
Quase sem querer
Deixar, deixar
Ser o que se é
No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre uma das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
Parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e
sei
Que também me vês
Aqui, aqui
Com essa canção
Aqui, aqui como essa canção
ENCONTROS E DESPEDIDAS (Milton Nascimento / Fernando Brant)
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai e vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
É assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida ...
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Já falei tantas vezes
Do verde nos teus olhos
Todos os sentimentos me tocam a alma
Alegria ou tristeza
Espalhando no campo, no canto, no gesto
No sonho, na vida
Mas agora é o balanço
Essa dança nos toma
Esse som nos abraça, meu amor (você tem a mim)
O teu corpo moreno
Vai abrindo caminhos
Acelera meu peito,
Nem acredito no sonho que vejo
E seguimos dançando
Um balanço malandro
E tudo rodando
Parece que o mundo foi feito prá nós
Nesse som que nos toca
Me abraça, me aperta
Me prende em tuas pernas
Me prende, me força, me roda, me encanta
Me enfeita num beijo
Pôr do sol e aurora
Norte, sul, leste, oeste
Lua, nuvens, estrelas
A banda toca
Parece magia
E é pura beleza
E essa música sente
E parece que a gente
Se enrola, corrente
E tão de repente você tem a mim
LAVADEIRA DO RIO (Lenine / Bráulio Tavares)
A lavadeira do rio
Muito lençol pra lavar
Fica faltando uma saia
Quando o sabão se acabar
Mas corra pra beira da praia
Veja a espuma brilhar
Ouça o barulho bravio
Das ondas que batem na beira do mar
Ouça o barulho bravio
Das ondas que batem na beira do mar
Eô, o vento soprou
Eô, a folha caiu
Eô, cadê meu amor
Que a noite chegou fazendo frio
Ô Rita sai da janela
Deixa esse moço passar
Quem não é rico e é bela
Não pode se descuidar
Ô Rita tú sai da janela
Que as moças desse lugar
Nem se demora a donzela
Nem se destina a casar
Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Prá ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua
Quero te ver clara
Clareando a noite densa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura
Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar...
MENININHA DO PORTÃO (Nonato Buzar / Paulinho Tapajós)
Menininha sai do portão
Vem também brincar
Vem pra roda
Me dê a mão
Traz o seu olhar
Vou girando na roda
Vou cantando à sua espera
Quem me dera, um dia
Ter seus olhos,
Cor da primavera
Todo dia no seu portão
Vejo o seu olhar
Bate forte meu coração
Mas não sei contar
E eu pego a viola
Faço um verso feito um trovador
Quem sabe, então
Você me dê...
Me dê o seu amor
NÃO VALE A PENA (Jean Garfunkel / Paulo Garfunkel)
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
PAGU (Rita Lee / Zélia Duncan)
Mexo remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta
Refrão:
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito "home" ( bis )
Rá tá tá
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra louca, tudo bem
Minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Refrão:
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito "home" ( bis )
POPÓ (Chico Pinheiro / Aldir Blanc)
(participação no álbum Meia-Noite Meio-Dia, de Chico Pinheiro)
Xodó
Deus sabe o que eu passei
Tu ficou com a minha amiga, ignorei
Bocó
mentira que eu criei
e tem dó, como o Baden e
o Vinícius cantaram
- o hospício ta perto de nós, vê só
Mas ó,
chutaste e acreditei
tu bebia e a segunda era sem lei.
Popó,
nocaute que eu levei
a contagem tava em oito, eu levantei,
que nem Cassius Clay, falei!,
Veja só Mohamed Ali,
eu também me arrebentei,
ai, Deus, me acorvadei...
Meu Xodó, ai, tem dó
chega de quiprocó
tô no cocoricó...
meu ciúme tá no filó!
Vai chover, de novo
Deu na tv
Que o povo já se cansou
De tanto o céu desabar
E pede a um santo daqui
Que reza ajuda de Deus
Mas nada pode fazer,
Se a chuva quer é trazer
Você pra mim
Vem cá que tá me dando
Uma vontade de chorar
Não faz assim
Não vá pra lá
Meu coração vai se entregar
A tempestade.
Quem é você pra me chamar aqui
Se nada aconteceu?
Me diz ?
Foi só amor ? Ou medo de ficar
Sozinho outra vez ?
Cadê aquela outra mulher ?
Você me parecia tão bem
a chuva já passou por aqui
Eu mesma que cuidei de secar
Quem foi que te ensinou a rezar ?
Que santo vai brigar por você ?
Que povo aprova o que você fez ?
Devolve aquela minha tv
Que eu vou de vez
Não há porque chorar
Por um amor que já morreu
Deixa pra lá
Eu vou... adeus
Meu coração já se cansou de falsidade.
TRISTESSE (Milton Nascimento / Telo Borges / Márcio Borges)
(participação no álbum Pietá, de Milton Nascimento)
Como você pode pedir
Pra eu falar do nosso amor
Que foi tão forte e ainda é
Mas cada um se foi
Quanta saudade brilha em mim
Se cada sonho é seu
Virou história em sua vida
Mas pra mim não morreu
Lembra, lembra, lembra
Cada instante se passou
De cada perigo, da audácia, do temor
Que sobrevivemos, que cobrimos de emoção
Volta a pensar então
Sinto, penso, espero, fico tenso toda vez
Que nos encontramos, nos olhamos sem viver
Pára de fingir que não sou parte do seu mundo
Volta a pensar então
VEJA BEM MEU BEM (Marcelo Camelo)
Veja bem meu bem
Sinto te informar
Que arranjei alguém
Pra me confortar.
Este alguém está
Quando você sai
E eu só posso crer,
pois sem ter você,
nestes braços tais.
Veja bem amor,
Onde esta você?
Somos no papel
Mas não no viver!
Viajar sem mim,
Me deixar assim...
Tive que arranjar
alguém pra passar
Os dias ruins.
Enquanto isso,
Navegando eu vou
sem paz.
Sem ter um porto,
Quase morto,
Sem um cais.
E eu nunca vou te esquecer, amor,
Mas a solidão deixa o coração
Neste leva-e-traz.
Veja bem além
destes fatos vis.
Saiba: traições
São bem mais sutis!
Se eu te troquei
Não foi por maldade...
Amor, veja bem,
Arranjei alguém
Chamado saudade.
VERO (Natan Marques / Murilo Antunes)
O que se vê é vero,
o teu sabor eu quero.
Mas nem só beleza eu vi.
Vi cidades degradadas,
pessoas desamparadas
nas grades da solidão.
Fogo nos campos, nas matas.
Queima de arquivo nas praças.
Chovia nas ruas do meu coração.
O que se vê é vero,
o teu sabor eu quero.
Mas nem só beleza eu vi.
O que se vê é vero,
o teu sabor eu quero.
Mas nem só beleza eu vi.
Vi cidades turbulentas,
chacinas sanguinolentas.
Pensei que morava nas terras do mal.
Choro dos filhos, maldades.
Fora dos trilhos, cidades.
Pensei que sonhava e que tudo era real.
O que se vê é vero,
o teu sabor eu quero.
E a tua beleza eu vi.
O que se vê é vero,
o teu sabor eu quero.
E a tua beleza eu vi.
Vi uma estrela luzindo.
A minha porta bateu,
querendo me namorar.
Lua cheia clareava,
imaginei que sonhava
e era tudo real.
Ninguém mais coça bixo de pé.
Nem ninguém caça mais arrasta pé.
Vida é assim, é o que é.
Ninguem mais coça bicho de pé.
Nem ninguém mais caça arrasta pé.
Vida é assim... é o que é.
VOA BICHO (Telo Borges / Márcio Borges)
(participação no álbum Pietá, de Milton Nascimento)
ah, andorinha voou, voou, fez um ninho no meu chapéu
e um buraco bem no meio do céu
e, lá vou eu como um passarinho, sem destino nem sensatez
sem dinheiro nem pro pastel chinês
ah, andorinha voou, voou, fez um ninho na minha mão
e um buraco bem no meu coração
e, lá vou eu como um passarinho, como um bicho que sai do ninho
sem vacilo, nem dor na minha vez
ah, andorinha voa veloz, voa mais do que minha voz
andorinha faz a canção que eu não fiz
andorinha voa feliz, tem mais força que minha mão
mas sozinho não faz verão
VOZES DO VENTO (Kiko Continentino / Milton Nascimento)
(participação no álbum Pietá, de Milton Nascimento)
pouco a pouco vou cativando
dou o meu colo
vou encantando
sopro umas notas
no teu ouvido
muito suave
enfeitiçando
se estás dormindo
ou acordado
sempre contigo
estou cantando
como o vento
emocionante,
vou pela vida
te enfeitiçando
por ti meus braços
sou puro afeto
sou mãe da lua
e sol nascente
o azul do dia
banhou tua alma
te enternecendo
e segurando
essa garganta
se descobrindo
vai se encontrando
por um caminho
que não tem volta
que abra as portas
de todo amor
desse nosso mundo
mãe do amor
que me ensinou
como se canta
poesia
mão do amor
que me ensinou
para viver
poesia
quero chegar
quero partir
quero soltar
alegria
sempre te amar
quero valer
todos os momentos
dessa voz madrinha
beleza, brisa leve, certeza
brisa leve
rainha
preciosa
amada
linda rosa
no apogeu
me deu tudo